Não levantar falso testemunho

Pecar é da natureza do ser humano, que parece ter sido criado para ser errado.
Mas não basta ser errado, bom mesmo é ser malvado.
Sempre preparadas para atirar a primeira pedra, essas criaturas são especialistas em imaginar coisas.
Muito inteligentes, leia-se "animais racionais", são mal educados para serem perfeitos. Comportamentos são manipulados para que nada aconteça fora do planejado.
O que a maioria dos seres humanos não entende, é que nada é tão previsível quanto o projeto, por mais exato que seja o seu calculo.
Muito acostumados a serem "sabem tudo", começam a utilizar desse dom de imaginar para contar fatos sobre o desconhecido baseados naquilo que eles já conhecem.
Pois é, é assim desde que os portugueses chegaram ao Brasil. Você bem conhece essa história: O cara resolveu escrever uma carta ao seu rei descrevendo os índios como lhe pareciam e coisas como essas surgiram:
"Mas não fizeram sinal de cortesia, nem de falar ao
Capitão nem a ninguém.
Porém um deles pôs olho no colar do Capitão, e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar, como que nos dizendo que ali havia ouro. Também olhou para um castiçal de prata e assim mesmo acenava para a terra e novamente para o castiçal como se lá também houvesse prata."
Infelizmente essa foi uma herança deixada pelos nossos antepassados. Mania, sabe como é? É bem mais prático falar o que lhe parece.
E conforme o tempo passou, o hábito também se aperfeiçoou e trazendo mais confusão e antipatia.
Mas como eu disse, bom mesmo é ser malvado.
Ninguém quer ser tão certinho a ponto de conhecer o desconhecido.
Pra quê?

1 comentários:

George Marques disse...

Isso realmente acontece, infelizmente. "bom mesmo é ser malvado"
Quando a gente irá aprender?

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